Desmistificando mitos na Hipnoterapia

Desmistificando mitos na Hipnoterapia

Quando ouvimos falar de Hipnoterapia, automaticamente, surge-nos pré-conceitos negativos associados a esta terapia. Isso acontece porque existe uma ideia errónea do que é realmente a Hipnoterapia e de que forma atua.

Mais do que definir o que é esta terapia, já esclarecida numa crónica anterior, é importante desmitificar todos os mitos que lhe estão associados.

A palavra Hipnoterapia, remete-nos imediatamente para um conjunto de pré-conceitos que posso garantir: são todos falsos. Esta crónica tem como objetivo desmistificar aqueles mitos mais enraizados e de que “todos” falam quando introduzo este tema.

Afinal, será que uma pessoa pode passar pelo processo de hipnose sem a sua permissão? De facto, é preciso que haja concordância do sujeito para que o fenómeno aconteça. Isto porque o indivíduo em transe não perde a consciência, nem o seu livre arbítrio. O que acontece neste estado, é que o paciente se foca mais no seu mundo interior, composto por crenças, valores e emoções, em detrimento da consciência periférica. Assim sendo, o paciente NÃO passa pelo processo se não o permitir.

Outro mito curioso é o seguinte: Durante a hipnose a pessoa perde a lucidez ou a consciência? O transe é simplesmente um estado de profundo relaxamento onde o paciente mantém sempre a lucidez e a consciência. Inclusivamente durante a consulta/ processo, ouvem outras pessoas a passar nos corredores nas clínicas onde trabalho e outros ruídos provenientes do prédio. Aquilo que se observa é que existe um aumento da concentração e da capacidade indutiva no indivíduo. Esta atenção focada é direcionada para um trabalho psicológico e psicoterapêutico de acordo com o problema do paciente.

Um mito muito comum, é que as pessoas pensam que estar em hipnose é como estar a dormir. A hipnose não é sono. Os registos de EEG provam que os padrões eletroencefalográficos são completamente distintos do dito sono biológico. Embora existem algumas semelhanças, o transe é um estágio anterior ao sono.

Por vezes, alguns pacientes referem no final da consulta, que eu não consegui fazer terapia porque não ficaram inconscientes. Naturalmente, esta é uma ideia completamente errónea e sem fundamento.

Por fim, é importante consciencializar as pessoas para o facto de ser importante estudar uma determinada área antes de se formar uma ideia baseada em pré-conceitos.